A Naturopatia em Portugal insere-se no grupo das Terapêuticas não Convencionais ou Terapias Complementares reguladas pelo Decreto Lei nº 45/2006 e Decreto Lei nº 71/2013. Deste grupo fazem parte a Acupuntura, Osteopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia, Fitoterapia e Quiropraxia.
Terapia Complementar é um termo abrangente que engloba um conjunto de terapias que fazem parte de uma base filosófica diferente da medicina alopática, mas que se aplicam em complemento desta.
Terapias complementares definem-se ainda como um grupo diversificado de modalidades relacionadas com a saúde, promovendo a capacidade inata do organismo de se curar com o objetivo de facilitar uma ótima saúde e bem-estar, mantendo como principal foco a individualidade de cada individuo, a educação e a prevenção de doenças.
Cada país tem a sua própria classificação relativa às várias terapias. De acordo com o NCCAM (National Center for Complementary and Alternative Medicine – USA), estas terapias são divididas em 3 categorias distintas:
- Produtos Naturais, que englobam as plantas medicinais, suplementos nutricionais (vitaminas, minerais e probióticos).
- Práticas Mente e Corpo, que englobam quiropraxia, osteopatia, massagem terapêutica, tai-chi, yoga, meditação, técnicas de relaxamento, gi qong, hipnoterapia, toque terapêutico, acupuntura, terapias do movimento (pilates, técnicas de Alexandre, método Feldenkrais, etc.).
- Outras Abordagens Complementares, que englobam Naturopatia, Homeopatia, Medicina Ayurveda, Medicina Tradicional Chinesa.
O Naturopata não é um terapeuta que prescreve plantas em vez de químicos. A Naturopatia não defende o uso de uma substância natural em substituição de um medicamento. O medicamento naturopático verdadeiro é baseado numa filosofia em que o organismo humano é capaz de se curar, através de um ambiente adequado. A fim de facilitar a cura usam-se diversas terapias.
Embora a minha preferência resida em usar terapias naturais para prevenir e tratar doenças, a minha formação e ética profissional diz-me quando é apropriado reencaminhar um paciente para um especialista de medicina convencional. Cada paciente tem as suas necessidades, e, enquanto para a uns será a nutrição, exercício, suplementação ou manipulação, para outros infelizmente será a cirurgia ou quimioterapia.
A minha formação, passa por uma variedade de “sub-especialidades” e abordagens de tratamento. Por exemplo, pode existir um foco de queixas músculo-esqueléticas e as práticas de tratamento utilizadas serem semelhantes às de um osteopata/massagista e a terapias energéticas.
Os naturopatas não estão tentando ser médicos – temos o nosso próprio conjunto de orientações profissionais e filosóficas que definem a nossa prática. Somos especialistas de cuidados primários, numa medicina essencialmente preventiva nada mais nada menos do que isso.

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